terça-feira, 30 de julho de 2013

Prazer , Realidade e Liberdade na Paideia

É preciso a superação do principio do prazer e a necessidade de substitui lo pelo principio da realidade.

Já que o principio do prazer é o preço que os meninos e as meninas pagam em detrimento da sua indpendencia pssoal e que mais tarde como adultos ccontinuarão pagando segundo as caracteristicas  psicologicas  geradas na infancia e adolescencia negando-lhes assim a possibilidade de amar a liberdade sendo ao contrario  o temor desta , a causa prmordial de suas submisoes ao principio de autoridade , é a propriedade privada é a recompensa imediata que satisfaz este principio de prazer caracteristico de personalidades imaturas, altamente fixadas em atitudes infantis.

A razão mais poderosa e imediata é o desejo de segurança, a sensação de que há um irmão maior que cuidará de nós. Isto desempenha um papel profundo em provocar o desejo em nós de acreditar num deus.

A anarquia deve saber conjugar a educação na escola com a vida social que se desenvolve ao seu redor e participar da dinamica de escola a partir das suas formas de pensamento, seus valores eticos e seus principios anarquistas, com o que se substitui o " deixa estar" pela intervenção de um determinado pensamento, que indubitavelmente manipula o processo vivencial de seus alunos da mesma maneira, mas em oposiçao ao que faz o resto das relações sociais que incidem sobre elas.


Logo deve se analisar a realidade dos factos para evitar constantes fracassos da educação anarquista que por vezes cai numa fútil ingeluidade, pois a pessoa nao se converterá em anarquista pelo simples facto de ser educada em liberdade.

Os jovens / crianças devem aprender a lutar para conquistar a sua liberdade num mundo que carece dela.

Não há educação imparcial e todo o projecto pedagogico que se preze deve articular se sobre uma escala de valores que lhe dem coerenciae que reflictam nao só em grandes declaraçõs de principios como também na vida cuotidiana e na propria organização da escola.

Não é possivel uma revolução na sociedade sem primeiro existir uma revolução nas pessoas.

Evolução é o desenvolvimento geral de uma ideia, de um sistema, de uma série de acontecimenos, de uma ordem de coisas quaisquer que sejam até sua plenitude e integração , é um movimento constante em virtude do qual tudo se modifica e altera até alcançar seu total desenvolvimento.

Revolução é o que significa no sentido mais abrangente da sua palavra uma transofrmação, uma mudança ou uma série de mudanças nas ideias morais, nos sistemas politicos, nas arenas religiosas, na organizaçãoo das sociedades afectando seus costumes, suas formas governantes, uridicas e economicas.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sobre a Paideia por Josefa martin Luengo

A Paideia para quem não sabe é considerada a única escola anarquista em todo o mundo. Encontra-se muito perto de nós, na cidade medieval de Mérida em espanha.
Existe á quase 20 anos e aqui apresento alguns excertos  sobre algunss pontos sobre o seu curriculo pedagogico e a forma como esta escola vê o ensino convencional e a razão pela qual acreditam na pedagogia libertária com que levam avante nos seus quase 20 anos de exstência .

" A educação cada vez mais está-se convertendo numa boa provedora  de bons clientes para o capital, pessoas adestradas para serem desde cedo, bons e selectos contribuintes da sociedade de consumo.


A história nos mostra que a segurança do ser huumano se assenta sobre a dependencia e que a liberdade é lançar-se no vazio de desconhecimneto pelo que a pessoa defende sua segurança e medo, acatando a autoridade daqueles ou daquelas que potencializam a segurança, daí então que a liberdade é definitivamente a assunção da solidão.

Pontos fundamentis da educação anarquista na Paideia :

  • educar contra a dependencia materna-paterna;
  • educar contra a propriedade privada;
  • educar contra a segurança - auoridade;
  • educar contra egocentrismo - egoismo;
  • educar contra competetividade - classes sociais;
  •  educar contra frustração - agressividade - violencia;
  • educar contra desejo de poder - desigualdade;
  • educar contra segurança - consumo
A educação anárquica deve actuar primordialmente sobre esta condicionante e lutar por romper os laços dependentes entre maes - bebes , que infantilizam seus filhos ( aqui remete á questão anteriormente referida do Dolto sobre os limites )  , mantendo-os numa imaturidade afectiva que lhes condicionará para sempre como seres submetidos a personalidades fortes e dominantes.

Por isso se deve recriar uma convivencia escolar, que não é mais que um ensaio social, autogestionário, fazendo da propriedade colectiva o primeiro passo para uma possivel ruptura da propriedade individual familiar e social.




Continuação contéudo vs forma - saber vs unicidade do ser

Somente quando o individuo deixa de se submeter á vontade do outro, pode tornar-se criador, sobretudo criador da sua propria vontade, tornando-se unico.

Hoje em dia a escola ensina a dominar determinadas coisas através de dados conhecimentos e sobretudo, a dominar a sua natureza, isto é a nos controlar, a nos disciplinar em sociedade, e não en nos tornar homens livres e autenticos.

E em ambas as concepçoes pedagogicas ( humanismo e realismo ) , a função da escola é a mesma : a de tornar o homem servil.

Dos estábulos do humanismo não saem mais que sábios, e dos do realismo nada mais que cidadaõs uteis, em ambos os casos criaturas submissas. Nosso componente de indisciplina foi sufocado á força e com ele, o desenvolvimento do saber para a livre vontade.

Para Stirner o conceito de cultura ao ter que ser passado pela escolarização para ser reconhecido, e para ele quanto mais escolarizado, mais adestrado será o homem, logo a cultura é o posto da liberdade.

" Quando o homem se propuser a sentir-se e conhecer-se a si mesmo, acutar segundo a sua vontade com plena autonomia e consciencia propria, nesse dia deixará de ser um objecto estranho e impenetrável por si mesmo, e acabará por dissipar a ignorancia que limita e impede seu pleno auto conhecimneto.

A pedagogia deve então propor-se do ponto de ponto de partida e como fim ultimo á formaçao da propria vontade, somente através desta educação universal chegaremos á verdadeira igualade entre os mais humildes e o sábio, á igualdade das personalidades livres, pois somente há igualdade e liberdade.

Contéudo vs Forma - Saber vs Unicidade do ser

" Os humanistas têm razão no que se refere á educação da forma, e se equivocam, não a aplicam ao ensino de toda a matéria.
Os realistas estão certos quando exigem que se ensine todas as matérias na escola, e errados quando não querem ver na educação das formas, o fim principal."

Afinal qual o verdadeiro CONTEUDO da escola? 

1)  O contéudo vinculado pelas diferentes disciplinas que compoem o curriculo escolar

ou

2) a forma, a maneira como a escola está organizada e cujo conhecimento inculca, em todos os escolares, sem que nem mesmo os professores dele se aperçebam?

"Queremos por acaso deixar a pedagogia em mãos de filosofos? Tudo antes disso!
Actuariam bastante torpemente. A pedagogia deve ser confiada somente áqueles que são mais que filosofos, e também infinitamente mais que humanistas ou realistas.
Nem humanistas, nem realistas, nem personalistas. Não ao vazio da educação elegante ( educação superior ).

Não ao praticismo do realismo, mas sim á utilização do conhecimento para a afirmação e formação da personalidadde, dos individuos e sobretudo da vontade que possibilita este desenvolvimento.
O saber não deve tornar se o novo senhor que escraviza as vontades!

O saber como reprodução de algo estabelecido, é a morte da criatividade, da independencia, da personalidade, enquanto que a sua transmutação em vontade é a vida .

O saber verdadeiro alcança seu ponto máximo quando deixa de ser saber e se converte numa pulsão humana : a vontade.

Para Stirner, só através da relativização do conhecimento se alcança a unicidade do ser ( ver livro " O Único e a propriedade." )

O sujeito educado para ele, não é o que sabe repetir, ou que conhece as teorias de acordo com lógicas preconcibas e já desenvolvidas e consideradas como politicas de verdade, mas sim um sujeito que sabe querer, que sabe transformar / transfigurar o conhecimento em vontade, que sabe identificar o saber que corresponde a ela.


Criar limites, ou impor limites? (Parte 1)

Faz pouco tempo, chamou-me a atencao o titulo de uma conversa... Era algo assim: "Por limites quando, como e porque?" Isto referia-se claro aos limites que se supoe que as maes e os pais devem ter sobre as criancas. Este sem duvida e um dos temas mais complicados que todxs os que queremos educar criancas,  faze-las felizes e sobretudo que crescam livres e sem estarem submissas de ninguem, podemos encontrar nos nossos caminhos.
Uma das respostas que mais me interessou, encontrei-a no livro de Francoise Dolto, "La cause des enfants".
Este livro analisa o trato habitual que as maes e pais dao as suas criancas, quando estas comecam a ser autonomas, e que na sua maioria dos casos, consiste em dar-lhes ordens sobre todos os aspectos da sua vida quotidiana.
Nesta atitude ha dois aspectos importantes:
Um e a substimacao das capacidades (intelectual, motricidades, etc) das criancas. Segundo Dolto, as maes e pais substimam as capacidade e qualidades (inoteligencia, sensibilidade, capacidade de discernimento, sentido comum, responsabilidade, instinto de sobrevivencia e sentido de cuidar de si mesmo, capacidade de iniciativa, etc) das criancas em geral, e as tratam como se elas mesmas fossem incapazes de sentir, de pensar, de avaliar as circunstancias de uma situacao especifica, ou de tomar qualquer decisao por menor que seja.
Pelo geral, em sociedades menos patriacais, podemos observar que a infancia e mais livre e goza de maior reconhecimento e confianca no que se refere a inteligencia das criancas. Dolto refere que o reconhecimento das capacidades efectivas das criancas nos levara a dar-lhes uma informacao respeitosa, confiando nas suas capacidades de discernimento, ao inves de dar-lhes sistematicamente ordens.
A diferenca entre dar informacao e dar ordens e crucial. Daolto poe um exemplo que me parece muito ilustrativo. "A um japones que aterrasse na nossa cidade nao lhe dariamos ordens de o que deve fazer, o que visitar, etc. Dariamos-lhe sim a informacao necessaria para que ele sozinho se possa orientar pela cidade. (trasportes publicos, onde comer, etc). "
Porque nao temos a mesma atitude com as criancas, do que com um visitante estrangeiro?
Para responder a pergunta ha que ter em conta o segundo aspecto a que me referia antes:
A prepotencia adulta.
Porque na atitude com o visitante estrangeiro, para alem do reconhecimento da sua capacidade de discernimento, de mobilidade, etc, ha tambem um reconhecimento da sua integridade como pessoa, com os seus gostos, vontades, prioridades, inclusive a sua escala de valores... Noutras palavras nao so ha reconhecimento da sua inteligencia e capacidades, mas tambem consideracao e respeito em relacao ao que quer; assim devia ser a atitude correcta com os nossos semelhantes, de igual para igual. A atitude com as criancas e diferente, nao so porque como referimos antes, substimamos as suas capacidades, mas tambem porque temos incoscientemente interiorizado que somos superiores a elas, e consequentemente, que elas sao nossas subordinadas. Somos prepotentes com a infancia, no sentido literal da palavra: pre-potentes. Temos o poder previo sobre as criancas. Temos tambem o dinheiro e os meios sobre todas as suas actividades quotidianas, e temos ainda o poder para decidir quais as suas prioridades, ainda que essas normalmente sejas as nossas. 
Convem recordar que o nosso modelos de homem e mulher adultos incluem a hierarquia social que tanto caracteriza a nossa civilizacao, onde um dos seus pilares e a superioridade adulta. Ja Aristoteles no sec ro XV A.C. dizia "para fazer grandes coisas e preciso ser tao superior aos seus semelhantes, como e o homem a mulher, o pai aos filhos e o senhor aos escravos". A pratica adulta de mandar sobre os filhos e tao velha como o proprio patriacado. A realidade e que vimos carregando esta realidade anos apos anos e a temos guardada dentro de nos ainda que insconscientemente. 
Devido a esta interiorizacao todos os dias, sem darmos conta, damos corda a estas suspostas incapacidades das criancas que justificam a nossa superioridade e nao somos capazes de romper o circulo vicioso e a dinamica social, nem pensamos outra possibilidade em relacao a isso.  Nunca nos ocorre trata-las como ao japones do exemplo: como seres humanos aos quais ha que ajudar a conhecer o funcionamento do mundo onde aterraram.
 Por isso as criancas em geral nao se lhes informa  acerca da economia familiar, das obrigacoes e dificuldades dos adultos. Diz-se que nao sao coisas de criancas. 

Professor ou policia?

" Estar subjugado ao professornão é talvez aquilo que mais requer a negação de nós mesmos, e por acaso não nos autoriza a justa aspiração de sermos nós mesmos um dia professores?

De facto, ser professor é algo que trazemos em nosso sangue, trazemos dentro de nós o professor, ou em outras palavras, o policia ou guardião??

O homem livre não tem necessidade de autoridades para lhe guiar ou justificar seus actos, para a sua formação o mais importante é ajudar no desenvolvimento da sua personalidade livre.
Implica que os educadores tenham a tarefa de promover a criatividade e que só merece o nome de escola o espaço que forma espiritos livres."

Max Stirner, em " A Filosofia do Eu."

Quantos de nós quantas vezes na sala de aula nos sentimos que em vez de estarmos perante um professor estavamos sentados perante um policia ou um ditador?  Felizmente acredito que houve algumas excepçoes mas a maioria confirma que dentro do sistema de ensino convencional, o professor é o conhecedor de toda a sabedoria intimidando o aluno que é um poço vazio de conhecimento.

A palavra aluno em latim "alumni" significa sem luz. Como pode continuar a educação a compactuar com este tipo de definições?

Ninguém é detentor de toda a sabedoria , nem de todo o conhecimento, pois a vida toda ela é uma aprendizagem.

Educar, ensinar ou troca de conhecimentos? 




Educação vs Acção Directa

Porque na anarquia é considerado de tanta importância o papel da educação?

Porque é na educação que a anarquia acredita ser um dos maiores instrumentos para a transformação social.

Na anarquia o processo revolucionário não se dissocia do processo pedagógico. É impossivel separar estes dois processos quando as crianças tal como se diz são o futuro do mundo em que vivemos. Logo senão criamos desde já seres autónomos, críticos, solidários , entre todos as outras permissas já referidas duas ou três postagens acima, continuaremos a viver num mundo onde se olha de cima para baixo, com tendencia a ser mais sobrehierarquizado, onde continuarão a existir opressores e oprimidos, e a busca por um mundo mais justo, saudável , sustentável , auo gestionado e em paz continuará sendo uma miragem.

Neste sentido, a anarquia utiliza ferramentas como teóricas como a

- autonomia individual;
- autogestão social
- internacionalismo

e como ferramentas prácticas

- a acção directa;
- associações operárias;
- greve geral

Neste bocadinho de tempo que tenho queria desenvolver a questão da acçao directa .

Entende-se por acção directa é uma forma de activismo de preferencia não violenta que utiliza métodos mais imediatos para responder a mudanças ou situações indesejáveis.
Ora, partindo deste principio que melhor acção directa existe senão aquela que nos é "incutida" desde que somos pequeninos. No sistema educativo convencional, de forma geral é-nos apresentada como melhor solução para o caminho da felicidade tornarmo-nos bonecos do sistema, irmos para a universidade, construir os lados "daquele triangulo" - CASA - FAMILIA - TRABALHO - e nesse registo sermos explorados e participarmos e compactuarmos com o imperialismo, sermos máquinas de consumo e producção, com o objectivo de um dia alcançarmos esse triangulo do "status" social e financeiro, apenas baseado na imagética sem olharmos para a nossa felicidade interior, e  só assim alcançaremos o caminho para a felicidade e estaremos a contribuir favoravelmente para a nossa sociedade. Isto ainda aliado a outro factor ainda importante na nossa sociedade : a Igreja.

Ora se assim se lavam as cabecinhas das nossas criancinhas, desgraçadas, onde se deve é estudar livros de mais de 400 gr por disciplina, que elas tem de carregar todos os dias "religiosamente" para a escola, e onde ao final de um ano lectivo escolar de Setembro a Junho do ano a seguir têm de saber TUDO ou chumbam o ano, correndo o risco de serem  ridicularizados, castigados, reprimidos, rejeitados.

Da mesma forma que se colocam estas sementes capitalistas no cérebro dos miudos, da mesma forma acredito que se pode semear o oposto, transformando assim a educação numa das ferramentas da acçao directa.

Silvio Gallo, cita no livro anteriormente referido que

" A educação como outro veículo de acção directa, pois consiste na necessidade do povo ser instruído para poder entender os processos e as condições sociais para que a atitude revolucionária seja desenvolvida consciente  e autonomamente, e não como resultado da fé inserida numa elite de intelctuais que pontificam a seu favor.

Isto pode-se conseguir através da criação de centros de estudos sociais, escolas livres e universidades populares. "

Tão ou mais importante que isto, é que só faz sentido colocar em prática tal ferramenta se a acção não for somente exercida pelas pessoas mais envolvidas na situação em causa e directamente sobre ela - ao que se chama hoje em dia de "lobbies viciados" - pois o objectivo principal é obter resultados concretos e não apenas publicidade para um movomento seja pedagógico / revolucionário.

CURIOSIDADE HISTÓRICA:

Voltando ao conceito de ACÇÃO DIRECTA, que acredito muitos dos que leêm tal como eu julgava antes , foi durante muito tempo mal interpretado. Consta-se que foi usado pela primeira vez em 1890 , no contexto do movimento operário, como "acção industrial ", como as greves, boicotes e sabotagens que eram vistos como forma de preparaçao e ensaio para a revolução, de uma forma violenta.